Dia 7 de cada mês
Oferenda mensal a Exus e Pombagiras
O costume mais difundido do Povo da Rua. Firma-se a oferenda na encruzilhada ou no assentamento, com cachaça, charuto e vela vermelha e preta.
Entenda melhorAs festas dos orixás marcadas dia a dia. As datas mudam entre as tradições, então escolha a sua.
o rosto no dia mostra quem é festejado toque no dia para ver os detalhes
O arquivo entra no Google Agenda, no iPhone e no Outlook. Cada festa se repete sozinha todo ano, então você firma a vela na data certa sem precisar lembrar.
A lista completa, mês a mês, já filtrada pela tradição escolhida acima.
6 de janeiro
Sincretismo: Dia de Reis
Doces, guaraná e brinquedos firmados em local reservado, longe da gira dos adultos.
Circulam três datas incompatíveis entre si para Exu Mirim: 6 de janeiro, 13 de junho e 13 de agosto. Depende inteiramente do fundamento da casa.
15 de janeiro
Sincretismo: Senhor do Bonfim
Branco em tudo, comida sem sal e sem dendê, silêncio e paz. Abre o calendário ritual de muitas casas.
Parte das casas celebra Oxalá em 25 de dezembro, no aspecto jovem de Oxaguiã.
20 de janeiro
Sincretismo: São Sebastião
Rio de Janeiro e Sudeste, onde é feriado municipal
Frutas, folhas verdes e reverência às matas. Gira de caboclo em boa parte da umbanda.
Na Bahia, o candomblé ketu costuma ligar Oxóssi a São Jorge, em 23 de abril. Em Pernambuco, a São Miguel Arcanjo. Um orixá, três santos, conforme a história de cada lugar.
Segunda quinta-feira de janeiro
Sincretismo: Nosso Senhor do Bonfim
Salvador e Bahia
Baianas lavam a escadaria da igreja com água de cheiro, em cortejo que reúne o povo de santo e o povo católico.
Último domingo de janeiro
Sincretismo: São Lázaro
Salvador
Missa e festa popular na Igreja de São Lázaro, com pipoca e banho de folhas.
2 de fevereiro
Sincretismo: Nossa Senhora dos Navegantes
Salvador, no Rio Vermelho, e o Batuque no Rio Grande do Sul
Flores brancas, perfume e presentes levados ao mar em barcos, com pedidos para o ano.
É a data-mãe nacional, e por isso terreiros de todo o país a marcam. A umbanda fluminense guarda também o 15 de agosto, e boa parte da umbanda paulista, o 8 de dezembro.
8 de março
Sincretismo: Dia Internacional da Mulher
Rosas vermelhas, champanhe e perfume firmados na sexta-feira mais próxima.
É homenagem simbólica recente, ligada à data da mulher, e não uma festa de fundamento antigo.
19 de abril
Sincretismo: Santo Expedito e São Miguel Arcanjo
Mel, frutas e a caça simbólica do orixá que é metade Oxum, metade Oxóssi.
O sincretismo varia entre São Miguel Arcanjo e Santo Expedito conforme a casa.
23 de abril
Sincretismo: São Jorge
Rio de Janeiro e Sudeste, onde é feriado estadual desde 2008
Vermelho, ferro e espada. Cerveja branca, gira de Ogum e pedido de abertura de caminhos.
Na Bahia, São Jorge costuma ser Oxóssi, e Ogum aparece ligado a Santo Antônio em 13 de junho. A mesma imagem, dois orixás, conforme a região.
13 de maio
Sincretismo: Lei Áurea, 1888
Café preto, fumo de rolo, velas branca e preta, e gira de Preto-Velho com banco baixo e muita escuta.
Parte do meio umbandista defende mudar a data para 20 de novembro, dia da morte de Zumbi. O argumento é que a abolição celebra liberdade concedida, e Zumbi celebra liberdade conquistada.
24 e 25 de maio
Sincretismo: Santa Sara Kali
Lenços coloridos, moedas, vinho e frutas na gira do Oriente. Também é o Dia Nacional do Cigano.
30 de maio
Sincretismo: Santa Catarina
Oferendas junto às águas correntes, saudando a força guerreira da orixá.
Data pouco uniforme. Casas de Batuque celebram Obá em 25 de novembro, e algumas ligam a orixá a Joana d'Arc em vez de Santa Catarina.
13 de junho
Sincretismo: Santo Antônio
Sudeste, Norte e Sul. Em Pelotas é lei municipal, como Dia do Orixá Bará
Padê, farofa de dendê e cachaça na abertura dos trabalhos. É a obrigação anual a Exus e Pombagiras em muitas casas.
Na Bahia, Santo Antônio costuma ser associado a Ogum, e não a Exu. Não existe Dia de Exu instituído em âmbito nacional.
24 de junho
Sincretismo: São João Batista
Sudeste e catolicismo popular
Fogueira, amalá de quiabo e banho de São João com ervas. Gira de Xangô pedindo justiça.
O sincretismo junino de Xangô é fenômeno da umbanda e da fé popular. O candomblé ketu liga Xangô a São Jerônimo, em 30 de setembro.
29 de junho
Sincretismo: São Pedro
Sudeste e Salvador
Amalá firmado em pedra de raio, com vela vermelha e branca. É a data mais difundida como dia de Xangô nos terreiros do Sudeste.
Em festejos locais, São Pedro aparece ligado a Ogum ou Oxóssi. No Batuque gaúcho, a Bará Lodê. Muitas casas guardam junho e setembro.
2 de julho
Sincretismo: Independência da Bahia
Bahia, no candomblé de caboclo
Gira de caboclo com fumo, cerveja e cantigas em português, saudando os donos da terra.
7 de julho
Rio de Janeiro, onde é lei municipal desde 2022
Terno branco, chapéu, cachaça e baralho na mesa. Gira de malandro com samba e muito jogo de cintura.
Algumas casas celebram em 28 de outubro.
16 de julho
Sincretismo: Nossa Senhora do Carmo
Nordeste, principalmente Pernambuco e Recife
Mel, flores amarelas e banho de rio, com espelho e perfume firmados na cachoeira.
Oxum tem cinco datas em uso no país: 16 de julho no Nordeste, 8 de setembro no Norte, 15 de setembro em Minas, 12 de outubro no Sudeste e 8 de dezembro no Sul e na Bahia.
26 de julho
Sincretismo: Sant'Ana
Água parada, lama e flores roxas. Nada de ferro na oferenda, que é quizila da orixá mais velha.
13 a 17 de agosto
Sincretismo: Nossa Senhora da Boa Morte e da Glória
Cachoeira, no Recôncavo Baiano
Cortejo da irmandade de mulheres negras, com procissão, missa e samba de roda por cinco dias.
A correspondência com os orixás varia por casa. Aparecem Iansã, ligada à Boa Morte, e Oxum, ligada à Glória.
15 de agosto
Sincretismo: Nossa Senhora da Glória
Umbanda fluminense, no Rio de Janeiro
Gira das águas com velas brancas e azuis, flores e presentes levados ao mar ou firmados no congá.
É a data-âncora de quem é de umbanda no Rio. Salvador celebra em 2 de fevereiro, e o litoral paulista em 8 de dezembro.
16 de agosto
Sincretismo: São Roque
Pipoca estourada na areia, doburu e o Olubajé, o banquete em que o orixá reparte a comida com todos.
A data varia de casa para casa, e algumas registram o Olubajé em outros meses. Há também a variação de 17 de dezembro, com São Lázaro.
24 de agosto
Sincretismo: São Bartolomeu
Bahia
Mel, batata-doce e feijão. Saudação ao ciclo que se renova e ao arco-íris que liga a terra ao céu.
27 de setembro
Sincretismo: São Cosme e São Damião
Caruru dos sete meninos, doces e brinquedos repartidos com as crianças da comunidade.
A Igreja mudou a festa dos santos para 26 de setembro em 1969, mas a devoção afro-brasileira manteve o 27.
27 de setembro
Sincretismo: São Cosme e São Damião
Gira de Erê com doces, guaraná e brinquedos. Saquinho de bala distribuído na porta do terreiro.
São três camadas distintas: Erê é entidade da umbanda, Ibeji é orixá do candomblé, e Cosme e Damião são santos católicos.
30 de setembro
Sincretismo: São Jerônimo
Rio Grande do Sul, no Batuque, e umbanda do Sul. É a associação mais consolidada do país
Amalá de quiabo, pedra de raio e fogo. Data oficial em municípios gaúchos.
Na Bahia não há resposta única para o santo de Xangô: aparecem São Jerônimo, Santa Bárbara e São Miguel Arcanjo, conforme a qualidade e a casa.
5 de outubro
Sincretismo: São Roque, São Brás e São Benedito
Folhas frescas colhidas com licença, banho de ervas e saudação ao dono do segredo verde.
Data popular, com sincretismo instável. O calendário do site registra São Roque e São Brás, e a ficha do orixá registra São Benedito.
12 de outubro
Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida
Sudeste e Centro-Oeste. Feriado nacional, por ser a padroeira do Brasil
Flores amarelas, mel e champanhe na cachoeira. Gira de Oxum pedindo prosperidade e fertilidade.
2 de novembro
Sincretismo: Dia de Finados
Vela branca e água fresca para os que já se foram. Omolu é saudado como o senhor da passagem, e no candomblé o dia toca o culto de Egungun, os ancestrais.
Na umbanda o dia é das Almas Benditas, que trabalham no anonimato. Nem toda casa abre gira em Finados: muitas preferem o recolhimento.
2 de novembro
Sincretismo: Dia de Finados
Velas firmadas no portão do cemitério, com cachaça e charuto, saudando a Calunga Pequena.
Data votiva forte para as falanges das Almas, mas nem toda casa a marca.
15 de novembro
Gira de aniversário com todas as linhas, hino da Umbanda e mesa branca. Muitas casas fazem festa aberta.
Marca a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas em Zélio Fernandino de Moraes, em Niterói, em 15 de novembro de 1908. Pesquisadores lembram que práticas afro-brasileiras semelhantes já existiam antes.
4 de dezembro
Sincretismo: Santa Bárbara
Salvador, onde o caruru de Santa Bárbara é patrimônio imaterial da Bahia
Vermelho, acarajé e caruru. Saudação aos ventos e aos raios, com espada de Iansã firmada na porta.
8 de dezembro
Sincretismo: Nossa Senhora da Conceição
Bahia e Sul
Mel, flores amarelas e ouro. É a grande data de Oxum no candomblé baiano.
Na mesma data, a umbanda de São Paulo e da Baixada Santista homenageia Iemanjá, e não Oxum.
8 de dezembro
Sincretismo: Nossa Senhora da Conceição
São Paulo, Baixada Santista e litoral paulista
Presentes levados ao mar na virada da madrugada, com velas brancas e rosas brancas.
No candomblé baiano, esta data pertence a Oxum. É a divergência mais comum do calendário.
13 de dezembro
Sincretismo: Santa Luzia
Oferendas em fontes de água doce, saudando a orixá da beleza, do mistério e da visão.
Uma das datas menos consolidadas do calendário. Varia bastante por tradição.
17 de dezembro
Sincretismo: São Lázaro
Pipoca, vela roxa e banho de descarrego, na variação de dezembro da festa do orixá.
Variação de 16 de agosto, que é a data mais difundida.
25 de dezembro
Sincretismo: Natal
Branco, inhame pilado e comida sem sal, no aspecto jovem e guerreiro de Oxalá.
Costume de algumas casas. A festa principal de Oxalá é 15 de janeiro, com o Senhor do Bonfim.
31 de dezembro
Praias do Sudeste, com concentração no Rio de Janeiro
Sete ondas puladas de branco, flores brancas jogadas ao mar e pedido para o ano que entra.
Antes de firmar a vela
As datas dos orixás vêm do calendário católico adotado pelos terreiros, e não de uma tabela acadêmica fechada. Por isso elas variam de nação para nação, de casa para casa e de região para região. Onde as fontes discordam, esta página mostra a divergência em vez de escolher um lado. Um mês pode ser de mais de um orixá ao mesmo tempo, e isso não é contradição: a regência nasce da festa que ancora o mês, e quase todo mês ancora mais de uma. Use como referência respeitosa, e confirme sempre com o seu pai ou a sua mãe de santo, que é quem tem a palavra final. Para entender de onde vem cada associação, leia o guia completo do calendário dos orixás.
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