O que pedir para o caboclo na gira e o que não se pede
O que pedir para o caboclo na gira de umbanda: o campo dele é erva, limpeza e caminho. Veja o que se leva, como se fala com ele, e o que nunca se pede.
Ler artigoA tradição afro-religiosa do Maranhão guardiã dos Voduns e Encantados, com seus cantos, ritmos e fé viva à beira dos rios e do mar.
O Tambor de Mina é uma das religiões afro-brasileiras mais antigas do Brasil, originária do Maranhão. Surgiu no século XIX a partir da Casa das Minas, fundada por africanos da etnia Ewe-Fon (do atual Benin), em São Luís.
A palavra "mina" vem do Forte de São Jorge da Mina, na costa da África Ocidental, pelo qual passavam muitos dos africanos trazidos ao Brasil. O "tambor" refere-se ao ato de tocar os atabaques sagrados nas cerimônias.
Diferente do Candomblé baiano, o Tambor de Mina preservou características muito específicas da tradição daomeana e também incorporou influências indígenas e europeias, desenvolvendo um panteão único de Voduns e Encantados.
Voduns
Divindades africanas daomeanas Xapanã, Averequete, Legba
Encantados
Espíritos de figuras históricas ou míticas brasileiras Rei Sebastião, Dona Mariana
Turcos e Nobres
Entidades de origem europeia e oriental incorporadas à tradição
Caboclos Gentis
Espíritos indígenas com características próprias do Mina
Fundada no século XIX por africanas escravizadas da etnia Ewe-Fon. É considerada o terreiro mais antigo do Maranhão e um dos mais importantes do Brasil. Cultuam exclusivamente Voduns daomeanos, sem sincretismo com outras tradições.
A outra grande casa fundadora do Maranhão, de origem yorùbá. Junto com a Casa das Minas, é Patrimônio Cultural do Brasil. As duas casas mantêm rituais distintos e preservam línguas africanas nos cantos sagrados.
No Tambor de Mina, o tambor não é apenas instrumento: é voz sagrada que chama os Voduns e Encantados. Os toques, conduzidos pelos tocadores na chamada linha, marcam o ritmo das cerimônias e abrem o caminho para a manifestação das entidades, num diálogo entre o som e o mistério.
As festas seguem um calendário litúrgico próprio, com cantos (as doutrinas), danças, vestimentas brancas e mesas fartas em homenagem aos Voduns e Encantados. São momentos de alegria e devoção, em que a comunidade celebra a presença do sagrado e reafirma sua identidade afro-maranhense.
Essa tradição centenária resiste e se renova a cada geração. Para apoiar a fé de quem segue o Tambor de Mina, a Joia Mística Laroyê oferece imagens, fios de conta, vestimentas, velas e ervas, com atendimento acolhedor em Extrema-MG e envio para todo o Brasil.
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