Joia Mística Laroyê

Vela de Exu

O mensageiro que abre os caminhos, leva o pedido aos orixás e começa toda gira

Vela de Exu

Vela de 7 dias · fica acesa 7 dias

Tamanho da vela

A vela de 7 dias fica acesa por 7 dias, sem parar.

PIX na hora. A vela acende assim que o pagamento cai.

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A vela de Exu é a vela votiva do orixá dos caminhos, nas cores vermelha e preta e com a imagem dele no rótulo. Quem procura por ela quase sempre está diante de uma porta fechada: um emprego que não vem, uma conversa que não acontece, um projeto que não sai do papel. Ela é acesa na Umbanda, no Candomblé, no Batuque, onde Exu atende pelo nome de Bará, e também por quem só quer saudar o dono da encruzilhada antes de pedir a qualquer outro.

O fundamento está na função de Exu. Nos itans iorubás ele é o mensageiro entre o Orum e o Aiyê, e nenhuma oferenda chega aos outros orixás sem passar por ele. Por isso, no xirê, Exu come primeiro, recebe o padê de farofa com dendê e é despachado antes de começar a festa. A segunda-feira é o dia dele, e no calendário do ano o povo de santo lembra Exu em 13 de junho, pelo sincretismo popular com Santo Antônio.

Exu não é o diabo. Essa leitura foi colada nele pelos missionários do tempo colonial, e a tradição nunca a aceitou. Ele é movimento, palavra e passagem: dá a quem trata com respeito e cobra de quem promete e não cumpre. Em casa, a vela dele pede pedido claro e mãos limpas, e não serve para atingir ninguém.

Para que serve

Para que serve a Vela de Exu

Vermelho e preto, com o rótulo do orixá. A vela de Exu é acesa para o mensageiro que leva os pedidos ao Orum: serve para abrir caminhos, destravar a comunicação, começar algo novo e agradecer a quem guarda as passagens.

  • Abrir um caminho que não se mexe

    Entrevista que nunca chega, mudança que vive adiada, processo parado numa mesa. Exu é quem destranca a passagem; andar por ela depois é trabalho seu.

  • Destravar conversa e negociação

    Exu é dono da palavra. Acenda antes de uma reunião difícil, de cobrar o que lhe devem ou de pedir aumento, para que a fala saia certa e seja ouvida.

  • Começar algo novo com licença

    Negócio aberto, casa nova, primeiro dia de trabalho. Como Exu é saudado antes de tudo no terreiro, a vela dele pede licença para o começo que você vai fazer.

  • Dar movimento ao dinheiro parado

    Quando a loja está vazia ou a venda não gira, o pedido a Exu é de circulação: gente passando, contato chegando. Ele movimenta, mas o balcão continua sendo seu.

  • Saudar Exu antes de outra vela

    Muita gente acende uma vela para Exu antes de firmar outro orixá, do mesmo jeito que o terreiro faz no xirê. É o pedido para que a mensagem chegue a quem deve chegar.

  • Agradecer no dia de Exu

    Na segunda-feira ou no 13 de junho, a vela de Exu volta como agradecimento pelo que abriu. Para o mensageiro, voltar para agradecer é tão importante quanto pedir.

Quem rege esta vela

Orixás e entidades da Vela de Exu

  • Ilustração de Exu (Bará, Elegbara) em arte sacra

    Exu (Bará, Elegbara)

    Mensageiro entre o Orum e o Aiyê

    É a vela com o rótulo dele. Exu veste vermelho e preto, tem a segunda-feira como dia e é o primeiro orixá a receber oferenda, porque só ele leva o pedido ao Orum e traz a resposta de volta.

    Conhecer Exu (Bará, Elegbara)
  • Ilustração de Exu Tranca-Ruas em arte sacra

    Exu Tranca-Ruas

    Guardião da Umbanda que vigia as ruas

    Na Umbanda, o nome Exu também é de uma linha de guardiões, espíritos que trabalham na esquerda. Tranca-Ruas, dos mais chamados, aceita esta vela quando o pedido a Exu é de proteção no caminho.

Também firmada para

  • Exus guardiões
  • Exu Sete Encruzilhadas
  • Exu Marabô
  • Exu Tiriri
  • Exus Mirins

Oração para acender

Oração da vela de Exu para abrir caminhos

“Exu, senhor da encruzilhada, tu que és saudado antes de todos, recebe esta luz como a primeira do meu dia. Leva o meu pedido aonde ele precisa chegar e traz a resposta sem demora. Tu conheces a estrada de cada pessoa: mostra a minha, que hoje eu não enxergo. Destranca a porta que é minha por direito e deixa fechada a que não me serve. Põe palavra certa na minha boca quando eu precisar falar e ouvido atento quando eu precisar escutar. Não peço o que é de outro nem o mal de ninguém. Peço passagem, movimento e o juízo de seguir pelo caminho aberto. O que eu prometer, eu cumpro. Laroyê Exu! Exu é Mojubá!”
Acender a vela e rezar

Passo a passo

Como firmar a Vela de Exu

  1. 1

    Firme do lado de fora do altar

    Exu fica na entrada, nunca no meio dos orixás nem no quarto. Quintal, garagem, um canto baixo perto da porta ou a tronqueira, se a casa tiver uma. Chão firme e nada de pano por perto.

  2. 2

    Diga a Exu o que vai fazer

    Antes de riscar o fósforo, chame Exu pelo nome e conte em voz baixa que esta vela é dele. Para o mensageiro, avisar o que se vai pedir faz parte do próprio pedido.

  3. 3

    Monte o pires com a oferta

    A vela no centro do pires, o copo ao lado, a um palmo de distância, porque cachaça pega fogo. Se quiser, um pouco de farofa com dendê num canto, sem encostar na chama.

  4. 4

    Acenda e fale uma coisa só

    Dê o seu Laroyê, faça a oração e diga o pedido em uma frase. Exu entende melhor quem sabe o que quer: um caminho por vez, sem lista de desejos e sem barganha vazia.

  5. 5

    Encerre e devolva para a rua

    Não sopre: para pausar, abafe com outro pires. No fim, a bebida e a farofa vão para a terra fora de casa, o copo é lavado e o vidro da vela vai para o lixo embrulhado em papel.

Ceromancia

O que a chama da Vela de Exu mostra

Leitura tradicional de terreiro. Antes de interpretar, confira se não há vento, pavio torto ou vela de má qualidade.

  • Bom sinal

    Chama rápida e dançante, sem vento

    Exu é movimento, e muitas casas leem a chama ligeira como o mensageiro em trabalho, levando o pedido. É sinal bom para quem pediu caminho.

  • Bom sinal

    Queima limpa, cera descendo por igual

    Lida como passagem aberta sem obstáculo. Quando a vela termina assim, é hora de cumprir o que foi oferecido e voltar para agradecer.

  • Observe

    Pavio que forma cogumelo escuro

    Na maioria das vezes é pavio comprido. Apare com cuidado depois de abafar e reacenda. Se repetir com vela boa, refaça o pedido de forma mais simples.

  • Atenção

    Chama que se divide em duas

    Algumas casas leem como caminho com duas saídas, pedindo decisão. Pense se o pedido não está dividido também e escolha um rumo antes de acender outra.

  • Atenção

    Vidro todo preto antes da metade

    Costuma ser lido como muita coisa travando o caminho. Faça um banho de descarrego e acenda de novo na segunda seguinte. Se persistir, procure uma casa de confiança.

Cuidados antes de acender

  • A vela de 7 dias queima por dias seguidos: deixe sobre superfície que não pega fogo, longe de cortina, criança e animal, com o copo de bebida afastado da chama.
  • Assentar Exu, dar comida com corte ou fazer trabalho de encruzilhada é fundamento de terreiro e pede iniciação. Em casa se faz firmeza; o resto é com o zelador.
  • Exu não é arma. Pedir para prejudicar alguém, separar casal ou prender a vontade de outra pessoa não é uso desta vela, e a tradição ensina que isso volta para quem pede.
  • Não ofereça a Exu o que não pode dar. Promessa a Exu é dívida de palavra, e a relação com ele se faz de respeito, não de medo nem de deboche.

Vela Virtual

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Dúvidas frequentes

Perguntas sobre a Vela de Exu

Para que serve a vela de Exu?

Para pedir abertura de caminho, movimento e boa comunicação. Exu é o mensageiro dos orixás, e a vela dele acompanha pedidos de emprego, negócio, conversa difícil e começo de projeto. Também é acesa para saudar Exu antes de outro orixá e para agradecer o que já se abriu.

Qual o melhor dia para acender a vela de Exu?

Segunda-feira, que é o dia de Exu no Candomblé e na maioria das casas de Umbanda. No ano, muita gente acende no 13 de junho, dia de Santo Antônio, por causa do sincretismo popular. Algumas casas firmam a esquerda em outro dia; se você frequenta um terreiro, siga o costume de lá.

Exu orixá e Exu da Umbanda são a mesma coisa?

Não. O Exu orixá, também chamado Bará ou Elegbara, é divindade iorubá, mensageiro entre o Orum e o Aiyê. Os exus da Umbanda, como Tranca-Ruas e Marabô, são guardiões, espíritos que trabalham na linha da esquerda e dão consulta na gira. Dividem o nome, as cores e a saudação Laroyê.

Posso acender vela de Exu dentro de casa?

Pode, no lugar certo. Exu é do limiar, então a vela vai perto da porta, no quintal ou na tronqueira, e não no quarto nem ao lado dos orixás. Em apartamento, um canto do chão junto à entrada serve, com pires firme e longe de tecido e de criança.

Qual a diferença entre a vela de Exu e a vela vermelha e preta?

A cor é a mesma; muda o destino. A vela de Exu leva o rótulo do orixá e é para ele, o mensageiro dos caminhos. A vermelha e preta sem rótulo é mais aberta: firma a esquerda como um todo, uma pombagira ou o guardião que você nomear na hora de acender.

Pode apagar a vela de Exu e acender de novo?

Pode, sem soprar. Abafe com um pires ou uma colher e reacenda quando voltar, dizendo de novo que a vela é de Exu. O sopro é visto como desfazer o pedido. Como a de 7 dias foi feita para queimar sem parar, escolha desde o início um ponto onde ela possa ficar acesa com segurança.

O que fazer com a cachaça e o resto da vela de Exu?

Quando a vela acabar, despeje a cachaça e a farofa na terra, fora de casa, num canteiro ou num pé de árvore. Lave o copo; muita gente o reserva só para as coisas de Exu. O vidro da vela, com a sobra de cera, vai embrulhado em papel para o lixo. Não deixe a oferta azedando perto da porta.