Joia Mística Laroyê

Vela Bordô / Vinho

Amor maduro, dignidade e firmeza com discrição, na força das Pombagiras

Vela Bordô / Vinho

Vela de 7 dias · fica acesa 7 dias

Tamanho da vela

A vela de 7 dias fica acesa por 7 dias, sem parar.

PIX na hora. A vela acende assim que o pagamento cai.

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A vela bordô, que muita loja chama de vela vinho, costuma ser escolhida por quem já passou da fase da paixão urgente. O pedido aqui é outro: uma relação que precisa de lealdade, uma mulher que quer ser respeitada no trabalho, alguém cansado de ser tratado com pouco caso. É uma cor de presença calma, que não grita e não precisa provar nada.

Vale dizer com honestidade: nenhum orixá tem o bordô como cor fixa. As cores da Pombagira são o vermelho e o preto, e o vinho nasce bem no meio das duas. Por isso tantas casas de Umbanda acendem o bordô para as Pombagiras, em especial para Maria Padilha, na sexta à noite. Alguns terreiros também o oferecem a Iansã, lendo o vinho como um vermelho mais fechado. O costume muda de casa para casa.

Em casa, ela pede postura. Não é vela para pedir de qualquer jeito nem para disputar a vontade de outra pessoa. O trabalho dela é dar firmeza a quem acende: segurar o que é seu com elegância e soltar, sem escândalo, o que deixou de merecer o seu tempo.

Para que serve

Para que serve a Vela Bordô / Vinho

O bordô é o vermelho que escureceu e ganhou peso. Na Umbanda ele fica perto da Pombagira, entre o vermelho da vida e o preto do mistério, e é aceso para firmar o amor que já amadureceu, pedir respeito e cuidar da própria dignidade.

  • Firmar um amor que já amadureceu

    Para casais que já se escolheram e querem lealdade e parceria no dia a dia. Pede cuidado com o que existe entre os dois, nunca a vontade de quem não quer ficar.

  • Recuperar a autoestima e a dignidade

    Depois de humilhação, traição ou um tempo se diminuindo para caber na vida de alguém. A chama vinho lembra quem você é e ajuda a voltar a se tratar com respeito.

  • Ser respeitada no trabalho

    Quando a sua palavra não é ouvida ou a sua competência é posta em dúvida. Acesa na véspera de uma reunião, ela firma a postura de quem sabe o próprio valor.

  • Encerrar uma relação que machuca

    Para quem decidiu sair e precisa de força para não voltar. O pedido é de clareza e de coragem para fechar a porta, sem desejar mal a quem ficou do outro lado.

  • Agradecer a uma Pombagira

    Quando a moça da sua casa ajudou numa fase difícil, a vela bordô com uma rosa vermelha aberta é um jeito bonito de voltar e dizer obrigado, sem pedir nada em troca.

Quem rege esta vela

Orixás e entidades da Vela Bordô / Vinho

  • Ilustração de Pombagira Maria Padilha em arte sacra

    Pombagira Maria Padilha

    Rainha das encruzilhadas e da elegância

    Pombagira trabalha no vermelho e no preto, e o bordô fica entre os dois. Muitas casas reservam esse tom para Maria Padilha e para as moças de porte de rainha, nos pedidos de respeito, amor-próprio e lealdade.

  • Ilustração de Iansã (Oyá) em arte sacra

    Iansã (Oyá)

    Senhora dos ventos e da coragem

    As cores de Iansã são o vermelho coral, o marrom e o rosa, e o bordô não é dela por regra. Algumas casas aceitam o vinho como um vermelho fechado e o acendem para Oyá na quarta-feira, quando o pedido é coragem para mudar de vida.

    Conhecer Iansã (Oyá)

Também firmada para

  • Pombagiras
  • Povo Cigano
  • Exus guardiões

Oração para acender

Oração da vela bordô a Pombagira Maria Padilha

“Moça da encruzilhada, que conhece a noite e não tem medo dela, recebe esta vela cor de vinho que acendo com respeito. Não venho pedir que ninguém mude por minha causa. Venho pedir que eu não esqueça o meu próprio valor. Guarda a minha dignidade quando alguém tentar diminuir o meu nome. Firma o amor que é verdadeiro dos dois lados e me dá coragem para soltar o que só me fere. Tira de mim a vergonha que não é minha e me ensina a andar de cabeça erguida. Que eu fale quando for preciso e me cale quando for sabedoria. Que esta chama queime funda e tranquila, como quem sabe onde pisa. Laroyê, Pombagira!”
Acender a vela e rezar

Passo a passo

Como firmar a Vela Bordô / Vinho

  1. 1

    Espere a noite chegar

    As giras de Pombagira acontecem tarde, quase sempre às sextas. Acender depois do pôr do sol respeita esse costume e deixa a casa mais quieta para o pedido.

  2. 2

    Arrume um canto baixo e discreto

    Na Umbanda o lugar da esquerda fica perto do chão, longe do congá dos orixás. Um canto limpo da sala ou a soleira de dentro da porta servem bem, sempre longe de tecido.

  3. 3

    Segure a vela antes de acender

    Fique um minuto com ela entre as mãos e diga para quem é. Fale do pedido com franqueza, como quem conversa com uma amiga mais velha que não aceita meia verdade.

  4. 4

    Ofereça a rosa e a água

    Coloque a rosa aberta ao lado do pires e o copo d'água perto. A rosa é presente; a água recolhe o peso que a chama vai tirando. A canela, se usar, fica na beira do prato.

  5. 5

    Acenda e deixe queimar inteira

    Acenda com fósforo e não sopre. Se precisar sair, abafe com uma colher. No dia seguinte, a rosa e a água vão para a terra de um jardim e a sobra de cera vai embrulhada para o lixo.

Ceromancia

O que a chama da Vela Bordô / Vinho mostra

Leitura tradicional de terreiro. Antes de interpretar, confira se não há vento, pavio torto ou vela de má qualidade.

  • Bom sinal

    Chama alta, encorpada e serena

    Muitas casas leem como pedido bem acolhido. A vela bordô costuma queimar com chama cheia e lenta quando o ambiente está calmo e a intenção é firme.

  • Bom sinal

    Chama que dança sem estalar

    Para a Pombagira, movimento leve na chama é lido por várias casas como presença alegre por perto. Basta seguir com a reza em voz baixa até o fim.

  • Atenção

    Estalos e pequenas fagulhas

    Pode ser umidade no pavio. Se a vela estiver boa, muitos leem como peso sendo queimado. Reze de novo com calma e, se repetir sempre, converse com um terreiro.

  • Atenção

    Muita cera escorrendo pela lateral

    É lido como choro da vela, sinal de tristeza guardada em quem acendeu. Vale cuidar do coração antes de insistir no pedido e acender outra vela num dia mais leve.

  • Observe

    Vela que apaga antes do fim

    Confira vento, pavio torto e qualidade da cera. Com tudo em ordem, acenda outra vez, refaça o pedido com mais clareza e deixe que ela termine em paz.

Cuidados antes de acender

  • A vela fica no chão ou perto dele, então redobre a atenção: longe de cortina, tapete, criança e animal, sempre sobre louça ou barro que aguente o calor.
  • A vela bordô não serve para prender ninguém nem para tirar a escolha de outra pessoa. Pedido desse tipo foge do que a casa faz e do respeito que a Pombagira merece.
  • Assentamento de Pombagira pede iniciação e casa. Em casa se faz firmeza simples; trabalho de fundamento é com o zelador do seu terreiro.
  • Se a relação envolve agressão ou ameaça, a vela não basta. Procure ajuda: o Ligue 180 atende mulheres em situação de violência, de graça e a qualquer hora.

Vela Virtual

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Escolha o tipo, escreva seu pedido e pague por PIX. A chama fica no altar e você acompanha pelo link.

Subir para o altar

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre a Vela Bordô / Vinho

Vela bordô é de qual orixá ou entidade?

Na Umbanda, ela é mais acesa para as Pombagiras, sobretudo Maria Padilha. Nenhum orixá tem o bordô como cor própria, mas há casas que o oferecem a Iansã, que veste grená. A cor clássica da Pombagira continua sendo vermelho e preto; o vinho é um tom entre as duas.

Qual a diferença entre a vela bordô e a vela vermelha?

A vermelha é fogo aberto: coragem, paixão, ação imediata. A bordô é o mesmo fogo mais fechado e lento, usada quando o pedido é de maturidade, respeito e lealdade. Muita gente usa uma no lugar da outra, mas o tom do pedido muda.

Qual o melhor dia e horário para acender a vela bordô?

Sexta-feira à noite, que é quando a maioria das casas faz gira de Pombagira. Algumas preferem a segunda, dia da esquerda, e quem acende para Iansã escolhe a quarta. Pergunte no seu terreiro qual é o costume de lá.

Posso acender vela bordô para Pombagira dentro de casa?

Pode, como firmeza simples e com respeito. Escolha um canto baixo, limpo e seguro, separado do altar dos orixás, e acenda com pedido honesto. Assentamento e trabalho de fundamento ficam com o terreiro, não com a sala de casa.

Pode apagar a vela bordô antes de terminar?

O certo é deixar queimar até o fim. Se precisar sair, abafe a chama com uma colher ou um pires, sem soprar, e acenda de novo ao voltar. Soprar é visto como desmanchar o pedido com o próprio fôlego.

O que fazer com a rosa, a água e a sobra de cera?

No dia seguinte ao fim da queima, a rosa e a água vão para a terra de um jardim ou de um vaso. A cera que sobrou vai para o lixo comum, embrulhada em papel. O pires é lavado e guardado para a próxima vela.

A vela bordô serve para trazer alguém de volta?

Não. Ela firma o amor que existe dos dois lados e cuida da sua dignidade, mas não muda a vontade de ninguém. Se a pessoa foi embora, o pedido mais bonito é por clareza e paz para seguir, com ou sem ela.