Vela Marrom e Vermelha
O casal do trovão e do raio, Xangô e Iansã, para justiça com coragem e causa destravada
Vela Marrom e Vermelha
Vela de 7 dias · fica acesa 7 dias
Tem pedido que não se resolve só com paciência nem só com coragem. A vela marrom e vermelha existe para esses casos. É uma vela bicolor, dividida na horizontal, usada principalmente na Umbanda e na devoção de casa, quando a pessoa sente que a razão está do seu lado mas a situação simplesmente não anda. O marrom segura, o vermelho empurra.
As duas cores contam a história de um casal. Xangô, o rei de Oyó, mora na pedreira e julga com o oxê; em muitas casas de Umbanda o marrom é dele. Iansã, a Oyá dos ventos e dos raios, foi esposa e parceira de guerra de Xangô nos mitos, e o vermelho coral é a cor que mais a identifica. Os dois dividem a quarta-feira. Vale saber que essa combinação é costume de Umbanda: no Candomblé ketu, Xangô veste vermelho e branco, e há casas em que o próprio marrom também é dado a Iansã.
Em casa, ela pede um pedido honesto. Xangô não dá ganho de causa a quem mente, e Iansã não sopra a favor de quem quer derrubar o outro. A vela marrom e vermelha serve para pôr ordem e movimento na sua vida, não para vencer alguém a qualquer preço. Quem acende assume também a própria parte da história.
Para que serve
Para que serve a Vela Marrom e Vermelha
Metade pedra, metade fogo. A vela marrom e vermelha junta o marrom de Xangô ao vermelho de Iansã e é acesa quando uma causa precisa de justiça e de movimento ao mesmo tempo: decisão que não sai, liderança posta à prova, briga que se arrasta.
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Causa justa que está emperrada
Processo parado, inventário sem fim, acordo que ninguém assina. Xangô pesa a verdade e Iansã tira a poeira do lugar. Acenda pedindo um desfecho justo, seja ele qual for.
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Liderar sem perder o rumo
Promoção recente, equipe nova, cargo que exige firmeza. A vela pede a autoridade serena de Xangô junto da coragem de Iansã para falar quando precisa e ouvir quando convém.
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Decidir rápido sob pressão
Quando a escolha não pode esperar e a cabeça trava, a chama dos dois orixás ajuda a separar o que é medo do que é prudência. A decisão continua sendo sua.
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Sair de perseguição e injustiça
Para quem está sendo difamado, cobrado sem motivo ou boicotado no trabalho. O pedido é para que a verdade apareça e a perseguição perca força, sem desejar mal ao outro.
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Virar uma fase que não anda
O vento de Iansã muda as coisas de lugar e a pedra de Xangô dá base ao que vem depois. Boa para recomeços em que é preciso coragem para sair e chão para ficar.
Quem rege esta vela
Orixás e entidades da Vela Marrom e Vermelha
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Xangô
Rei de Oyó, senhor da pedreira e do oxê
O marrom da vela é a cor da rocha onde Xangô mora e é a cor dele em boa parte da Umbanda. Senhor da justiça e do trovão, dono da quarta-feira, ele responde pela metade que pede equilíbrio, verdade e firmeza.
Conhecer Xangô -
Iansã (Oyá)
Senhora dos ventos, dos raios e dos éguns
O vermelho é de Iansã, guerreira que os mitos colocam ao lado de Xangô como esposa e parceira de luta. Ela divide com ele a quarta-feira e o raio, e responde pela metade da vela que pede coragem, mudança e ação na hora certa.
Conhecer Iansã (Oyá)
Também firmada para
- Caboclos de Xangô
- Caboclos da pedreira
- Caboclas de Iansã
- Boiadeiros
Oração para acender
Oração da vela marrom e vermelha a Xangô e Iansã
“Pai Xangô, rei que mora na pedra e não se curva à mentira, olha para a minha causa com a tua balança. Se eu estiver errado, me mostra onde; se estiver certo, faz a verdade aparecer diante de quem precisa ver. Mãe Iansã, senhora do vento que não pede licença, sopra para longe o que está parado na minha vida e me dá coragem para dar o passo que eu venho adiando. Que a firmeza de um e a força da outra caminhem juntas comigo nesta quarta-feira. Não peço o mal de ninguém, peço o que é justo e o que é meu. Que esta chama suba como o raio e volte como chuva mansa sobre a minha casa. Kaô Kabecilê! Eparrei, Oyá!”Acender a vela e rezar
Passo a passo
Como firmar a Vela Marrom e Vermelha
- 1
Prepare a base numa quarta-feira
Forre o lugar com o prato e, se tiver, uma pedra lisa por baixo. A pedra lembra a pedreira de Xangô e deixa a vela firme, sem risco de tombar durante os dias de queima.
- 2
Escreva o que precisa ser resolvido
Num papel pequeno, escreva a causa em poucas palavras, sem nome de quem você quer prejudicar. Dobre e deixe embaixo do prato. Isso organiza o pedido na sua própria cabeça.
- 3
Espalhe as folhas em volta
Faça um círculo com as folhas de louro ou de para-raio ao redor do prato. O louro fala de vitória justa, e o para-raio é folha que os dois orixás dividem.
- 4
Acenda e chame os dois pelo nome
Risque o fósforo, acenda e chame primeiro Xangô, depois Iansã. Faça a oração com calma e conte a situação como contaria a alguém de confiança, sem exagerar nem esconder sua parte.
- 5
Acompanhe até o fim e encerre bem
Não sopre. Se precisar sair, abafe e reacenda ao voltar. Quando acabar, a água vai para a terra, as folhas para um jardim e o resto de cera para o lixo comum embrulhado.
Ceromancia
O que a chama da Vela Marrom e Vermelha mostra
Leitura tradicional de terreiro. Antes de interpretar, confira se não há vento, pavio torto ou vela de má qualidade.
- Bom sinal
Chama alta que queima em ritmo constante
Muitas casas leem como pedido bem assentado: a firmeza de Xangô sustentando a força de Iansã. Siga a queima normalmente e mantenha a postura que você prometeu.
- Bom sinal
Chama viva que estala e solta fagulha
Em vela de Iansã, a fagulha costuma ser lida como movimento chegando. Algo deve mudar de lugar em breve. Fique atento às oportunidades que aparecerem.
- Atenção
Vela que derrete só de um lado
Pode indicar pedido desequilibrado, mais pressa que razão ou o contrário. Confira se não há vento lateral e, se não houver, reveja com honestidade o que está pedindo.
- Atenção
Chama baixa que quase some
A causa pode estar mais pesada do que parece. Reze de novo, troque a água e, se o sinal se repetir em outras velas, procure um terreiro para uma orientação.
- Observe
Muita cera escorrida no prato
Na maior parte das vezes é só a qualidade da vela ou o calor do lugar. Antes de ler qualquer coisa, olhe o pavio e a temperatura do cômodo.
Banho e defumação
Ervas que combinam com a Vela Marrom e Vermelha
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Para-Raio / Santa-Bárbara
Melia azedarach
Folha que Xangô e Iansã dividem. Algumas folhas secas em volta do prato acompanham a vela e lembram que raio e trovão chegam juntos.
Ver a erva -
Espada de Iansã / Santa Bárbara
Sansevieria trifasciata var. laurentii
A planta de bordas amarelas de Oyá. Um vaso perto da porta enquanto a vela queima guarda a entrada da casa nos dias de causa difícil.
Ver a erva -
Quitoco / Erva-de-Xangô
Pluchea sagittalis
A erva-de-xangô. Um banho do pescoço para baixo na manhã de quarta ajuda a chegar à vela com a cabeça assentada para decidir.
Ver a erva
Cuidados antes de acender
- Vela de 7 dias fica acesa muito tempo: use base de louça ou pedra, longe de cortina, estante de madeira, criança e animal. Não deixe queimando dentro de armário.
- Esta vela não serve para derrubar concorrente nem para prender ninguém. Pedir o mal de outra pessoa em nome de Xangô vai contra o próprio fundamento da justiça dele.
- Assentamento, obrigação e oferenda de orixá com fundamento são assunto do zelador do seu terreiro. A vela de casa acompanha a fé, mas não faz esse papel.
- Em causa na Justiça, a vela acompanha e não substitui o advogado nem os prazos do processo. Faça a sua parte no mundo enquanto reza.
Vela Virtual
Acenda a Vela Marrom e Vermelha agora
Escolha o tipo, escreva seu pedido e pague por PIX. A chama fica no altar e você acompanha pelo link.
Subir para o altarDúvidas frequentes
Perguntas sobre a Vela Marrom e Vermelha
Para que serve a vela marrom e vermelha?
Serve para pedir justiça e movimento juntos. É acesa para Xangô e Iansã quando uma causa está parada, quando é preciso liderar ou decidir sob pressão, ou quando há perseguição e injustiça. Ela pede desfecho justo, não vitória a qualquer custo.
Qual o melhor dia para acender a vela marrom e vermelha?
Quarta-feira, o dia que Xangô e Iansã dividem na maior parte das casas de Umbanda e de Candomblé. Se o seu terreiro segue outro calendário, vale o que o zelador ensina. Em urgência, a vela pode ser acesa em outro dia, com o mesmo cuidado.
Qual a diferença entre a vela marrom e vermelha e a vela marrom?
A vela marrom é só de Xangô e pede justiça, estabilidade e chão firme. A bicolor acrescenta o vermelho de Iansã, então serve quando, além da justiça, a situação precisa de coragem e mudança. Se o pedido é só de equilíbrio, a marrom basta.
Posso acender a vela marrom e vermelha em casa?
Pode. É uma vela de devoção, usada com frequência na Umbanda e por quem reza sozinho. Basta lugar seguro, base firme e pedido honesto. O que envolve assentamento ou oferenda de orixá fica com o zelador de um terreiro.
Pode apagar a vela de 7 dias e acender de novo?
Pode, desde que sem soprar. Abafe com um pires ou uma colher quando precisar sair e reacenda ao voltar, repetindo a saudação. O ideal é deixar queimar direto, mas a segurança da casa vem antes de qualquer costume.
O que fazer com a sobra da vela e das folhas?
A água do copo vai para a terra ou para o ralo, as folhas podem ir para um jardim ou vaso, e a cera que sobrou vai para o lixo comum embrulhada em papel. O papel com a causa pode ser rasgado e descartado junto.