Xangô é o orixá do trovão, do raio e da justiça, que a mitologia iorubá conta ter sido rei de Oió antes de virar orixá. No Brasil é saudado com Kaô Kabecilê e tem a quarta-feira como dia. Tudo o que se conta da vida dele vem dos mitos: “Não existem registros históricos da vida de Xangô na Terra”, escrevem Reginaldo Prandi e Armando Vallado.
| Candomblé ketu | Umbanda | Batuque (uma casa gaúcha) | Candomblé angola | |
|---|---|---|---|---|
| Nome | Xangô | Xangô | Xangô | Nzazi, ou Zázi |
| Cores | contas vermelhas e brancas alternadas; roupa vermelha, marrom e branca | marrom; em algumas casas, marrom, vermelho e branco | vermelho e branco | branco, laranja, vermelho e marrom |
| Dia | quarta-feira | quarta-feira | terça-feira | não consta na fonte |
| Saudação | Kaô, kaô Kabiessi | Kaô Kabecilê ou Caô Cabiecilê | Kao Kabecilê | não consta na fonte |
| Comida | amalá de quiabo no dendê com camarão seco | amalá | não consta na fonte | dibangulango, quiabo refogado no dendê |
| Santo | São Jerônimo e São João | São Jerônimo, São João Batista e São Pedro | São Jerônimo e São Miguel Arcanjo, noutra casa | não consta na fonte |
Símbolo: oxê, o machado de duas lâminas | Pedra: edun ará, a pedra de raio | Esposas nos mitos: Oiá (Iansã), Oxum e Obá | Ritmos: alujá e tonibobé
O ketu vem da tabela de Prandi e de Verger. A umbanda vem das federações e casas citadas abaixo. O batuque é o do Ilé Àsé Odé e Iemanjá, e a angola, a do Inzo Tumbansi. Cada casa pode fazer diferente, e isso é fato do culto. A ficha curta do orixá fica em Xangô na página dos orixás.
Quem é Xangô: o rei de Oió que virou orixá
Obá quer dizer rei em iorubá. É também “um dos epítetos do orixá Xangô”, explicam Prandi e Vallado no capítulo “Xangô, rei de Oió” (Edusp, 2010). Prandi é professor titular de Sociologia da USP; Vallado é babalorixá do candomblé Casa das Águas.
A genealogia que eles reproduzem do mito começa em Odudua. Odudua teve um filho, Acambi; o sétimo filho de Acambi foi Oraniã, rei de Oió; e Xangô é filho de Oraniã. Xangô é, portanto, bisneto de Odudua. A mãe muda conforme a versão: a princesa Iamassê, ou Torossi, filha de Elempê, rei dos nupes.
Antes de reinar em Oió, Xangô era “o grande guerreiro que governava Cossô”, cidade vizinha da capital. Destronou o irmão mais velho, Ajacá, chamado Dadá, que foi mandado para uma cidade pequena com uma coroa de búzios. Pierre Verger, em Orixás, conta que Dadá ficou em Igboho durante os sete anos do reinado de Xangô e voltou ao trono depois.
Como rei, Xangô também julgava. Prandi e Vallado escrevem: “Como obá, Xangô também era o mais alto magistrado de seu povo, o juiz supremo.” Daí vem o senhor da justiça. Depois de morto foi divinizado, e o culto cresceu “a ponto de o rei de Oió, a partir daí, ser o seu primeiro sacerdote”.
Verger lê Xangô em dois planos que convivem: o “histórico” e o “divino”. No plano divino, ele “castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitosos”. Para o conjunto das divindades de que ele faz parte, veja o que são os orixás.
Os mitos de Xangô: o fogo de Iansã e Obá Kossô
O itã mais contado está na Mitologia dos orixás, de Prandi (2001), e Prandi e Vallado o reproduzem por inteiro. Xangô mandou a esposa Iansã à terra dos baribas buscar uma poção mágica. No caminho ela provou o líquido, cuspiu, e “Iansã cuspiu fogo!”. A rivalidade e a parceria do casal estão em Iansã e Xangô e em quem é Iansã.
Xangô passou a lançar fogo do alto de uma elevação. “O povo, amedrontado, chamou aquilo de raio”, e o estrondo virou trovão. Um dia “o obá errou a pontaria e incendiou seu próprio palácio”, e Oió virou cinzas. O general Gbaca o venceu e o expulsou. Pelo costume antigo, o rei culpado de uma desgraça era obrigado a tirar a própria vida. O mito diz que Xangô se enforcou na floresta.

O corpo não foi achado, e os partidários gritaram “Oba ko so!”, “O rei não se enforcou!”. Prandi e Vallado avisam que a expressão “é evidentemente dúbia”: pode ser “Rei da cidade de Cossô” ou “O rei não se enforcou”, que vale como “Viva o Rei”. Verger dá a primeira leitura: Xangô conservou de Kossô o título de Oba Kòso. Na qualidade Obacossô, quem faz dele orixá é Iansã, que “pediu a Olodumare” a transformação.
Verger dá a Xangô três esposas: “Oiá, Oxum e Oba”. As outras duas têm perfil próprio em quem é Oxum e quem é Obá. Noutro itã de Prandi (p. 257 e 258), reproduzido por Felipe Rosa e Waldmir Araújo Neto em Xangô: fogo, matéria e transformação, Iansã acha Xangô escondido debaixo de um acocô, “árvore sagrada dele”. O refrão diz: “Oiá é quem segura as costas de Xangô”.
Com Ogum a relação é de disputa. Andreas Hofbauer, na resenha da Mitologia dos orixás, resume: “A briga entre Xangô e Ogum parece assim eterna.” No mito de Afonjá, Xangô soterrou Ogum com pedras. Venceu, mas “naquele dia e somente naquele dia”. O outro lado está em quem é Ogum.
Terceiro ou quarto rei de Oió? O que dizem Verger e Prandi
As fontes não batem, e o mais honesto é mostrar as duas contas.
- Terceiro: Verger escreve que, “como personagem histórico, Xangô teria sido o terceiro Aláàfìn Òyó”. Pedro Nogueira, em dissertação na UFJF, escreve “o terceiro soberano dessa nação”.
- Quarto: Prandi e Vallado contam que Ajacá “foi coroado terceiro Alafim de Oió” e que Xangô foi “coroado o quarto Alafim”. Hofbauer registra o mesmo num mito da Mitologia: “Num mito Xangô é citado como quarto rei de Oió”.
As duas versões concordam na ordem que importa: Oraniã, o pai; Dadá-Ajacá, o irmão mais velho; depois Xangô. Nenhuma das fontes abertas explica por que a conta dá um rei a mais ou a menos. O próprio resumo de Prandi e Vallado diz que Xangô “teria sido um dos primeiros governantes” de Oió.
O oxê, a pedra de raio e a justiça de Xangô
O símbolo de Xangô é o oxê, “machado duplo” na tabela de Prandi. Prandi e Vallado explicam as duas lâminas: “Seu duplo machado visa a justiça para cada um dos dois lados que se opõem na contenda”. Na mesma tabela, a área que ele patrocina é “governo, justiça tribunais, ocupações burocráticas”.
A pedra é o edun ará, a pedra de raio. Verger anota que esses “edùn àrá (na realidade, machados neolíticos)” ficam sobre um pilão de madeira, o odó. Na qualidade Jacutá, Xangô é “o senhor do edun-ará, a pedra de raio”.
Senhor do som do trovão / Senhor do pilão / Oiá desaparece na terra de Irá / Xangô desaparece na terra de Cossô. Oriki traduzido por Prandi e Vallado
Há coisas que Xangô não aceita. Verger diz que é “formalmente proibido oferecer-lhe feijões brancos de espécie sèsé”. No xangô do Recife, Rita Segato registrou que ele “é o único orixá que não pode entrar no ‘quarto de balé’”, o quarto dos eguns (Anuário Antropológico).
A comida é o amalá. Na tabela de Prandi, é “quiabo cortado em fatias cozido no dendê com camarão seco”. Verger descreve a versão iorubá, de farinha de inhame com molho de quiabo. O que se leva e onde se entrega está em oferenda para Xangô; o preparo, em amalá de Xangô.
Xangô no Brasil: Barroquinha, Recife, mina e batuque
Xangô chegou com os iorubás do século XIX, quando o Brasil passou a receber escravizados iorubás “em grande quantidade”. Prandi e Vallado contam que “o primeiro templo iorubá da Bahia foi, emblematicamente, dedicado a Xangô”, nascido de uma irmandade da igreja da Barroquinha. Na Casa Branca do Engenho Velho, “O Terreiro é de Oxossi e o Templo principal é de Xangô”, segundo o Geledés.
O Axé Opô Afonjá, de Mãe Aninha, “também é dedicado a Xangô”. Ali ela criou os obás de Xangô, doze ministros, seis da direita e seis da esquerda, cada um com dois substitutos. Para Prandi e Vallado, o candomblé é “uma espécie de memória em miniatura da cidade africana que o negro perdeu”.
Fora da Bahia, o nome mudou de função:
- Pernambuco: “a primazia de Xangô acabou por dar nome a toda a religião dos orixás”, conhecida como xangô ali e em outros estados do Nordeste. Roberto Motta, da UFPE, separa xangô, jurema e umbanda como três religiões distintas do Recife.
- Tambor de mina: Xangô é Badé, “nome pelo qual Xangô é reverenciado nos templos do tambor-de-mina”. A tabela de Prandi dá os voduns Badé e Quevioso. Veja tambor de mina.
- Batuque: no Rio Grande do Sul, “nação Oió” nomeia terreiros de origem iorubá. Uma casa gaúcha, o Ilé Àsé Odé e Iemanjá, dá os tipos “Agodô, Aganjú e Aganjú ibedji”. O culto gaúcho está em Xangô no batuque.
- Angola: o paralelo é o inquice Nzazi, que o Inzo Tumbansi chama de “Deus da justiça” por ser o raio. Paralelo, não o mesmo: veja os inquices do candomblé de angola.
Em Salvador, a Pedra de Xangô, em Cajazeiras, “é um sítio natural sagrado afro-brasileiro”.
Qualidades de Xangô, Airá e os filhos do orixá
No candomblé, cada orixá se divide em qualidades. Na Bahia, Verger ouviu que “existem doze Xangô”, lista em que “reina uma certa confusão”: Dadá é irmão, Oranian é pai e Aganju é sucessor. Prandi e Vallado descrevem cinco, “na liturgia de alguns terreiros”: Agodô, Obacossô, Jacutá, Afonjá e Baru. Afonjá “é o Xangô da casa real de Oió”. Cada uma, com mito, cor e dança, está em qualidades de Xangô.
Airá é caso à parte. Para Prandi e Vallado, “o mais comum é considerar-se Airá como um Xangô branco”, embora haja quem o trate como orixá diferente. Verger diz que os Airá vestem branco e usam “contas azuis (segi)” no lugar dos corais vermelhos. Já Airá Intilé recebe de Obatalá um colar “vermelho e branco”. A Revista Philologus registra que muitas casas veem Xangô e Ayrá como uma divindade só. O detalhe está em Ayrá, o orixá. Prandi e Vallado fecham com as palavras de pai Pércio de Xangô, babalorixá do Ilê Alaketu Axé Airá: “É tudo Xangô”.
A qualidade de cada filho, escrevem Prandi e Vallado, quem determina é o pai ou a mãe de santo, no jogo de búzios. Na tabela de Prandi, um tabu dos filhos de Xangô é o “contato com mortos e cemitérios”. O retrato e as quizilas estão em filhos de Xangô. O teste do orixá serve para começar a conversa, não para substituir a casa.
Xangô na umbanda: a linha da justiça
Na umbanda, Xangô é uma linha de trabalho, e as listas variam de autor para autor. Em 1933, Leal de Souza pôs Xangô na quarta das sete linhas, sob São Jerônimo, com despachos “nas pedreiras”. Para ele, a cor da linha era roxa. O Santuário Nacional da Umbanda a chama de “Sexta Linha”.
“A linha de Xangô pratica a caridade sob um critério de implacável justiça: quem não merece, não tem; quem faz, paga.” Leal de Souza, 1933
Na lista de Matta e Silva, reproduzida pela pesquisadora Sônia Lages (UFJF), a linha tem falanges como Xangô Kaô, 7 Pedreiras e Pedra Preta, mas “as classificações variam”. O Núcleo Umbandista São Sebastião diz que ela reúne caboclos, pretos velhos e pessoas que tiveram funções ligadas à lei, “tais como juízes e advogados”.
Nas casas citadas aqui, a cor que se repete é o marrom. A FUCESP escreve: “Na Umbanda, marrom, no Candomblé, vermelho e branco.” A TUCTVC usa guia e vela marrom, vermelho e branco, e lista entre os pedidos a “Proteção em questões jurídicas”. As oferendas vão “nas montanhas e pedreiras”. A vela marrom de cor única e as guias nas cores da casa estão na nossa loja; para conferir o que o seu terreiro pediu, fale pelo WhatsApp.
Quem desce, a cor da vela e o que se pede estão em Xangô na umbanda.
Dia de Xangô e sincretismo: quarta-feira e os santos de cada casa
O dia da semana é a quarta-feira, no candomblé e na umbanda. No batuque de uma casa gaúcha, é a terça-feira. Em junho, “na maioria dos terreiros”, acontece a fogueira de Airá. As festas do ano mudam de lugar para lugar, e o dia de Xangô tem página própria com cada data:
- 24 de junho, São João: terreiros de Belém festejam Xangô no dia do santo, segundo O Liberal. No Rio, o sacerdote Diego de Ogum aproxima os dois pelo fogo e pela colheita, na CNN Brasil.
- 29 de junho, São Pedro: na Casa Branca do Engenho Velho, “celebra-se nesse dia a festa de um dos orixás mais importantes da comunidade, Xangô Airá” (Castillo e Parés). Veja dia de São Pedro, 29 de junho.
- 30 de junho: um projeto de lei do Recife, de 2022, propõe Xangô como “Guardião da Cidade” e o Dia de Xangô nessa data.
- 30 de setembro, São Jerônimo: é a data da TUCTVC, da FUCESP e do Santuário. Em Capão do Leão (RS), a Prefeitura fez nesse dia a festa do “Padroeiro Africanista”, em 2017.
O santo também muda. Verger: “Xangô foi sincretizado com São Jerônimo no Brasil e com Santa Bárbara em Cuba.” A tabela de Prandi dá São Jerônimo e São João. Na Bahia, Santa Bárbara foi ligada também a Xangô até os anos 1930, segundo artigo da Revista Ingesta (USP). Nogueira explica o São Jerônimo pelo leão aos pés do santo, “um dos símbolos da realeza entre os iorubás”. Segundo a TUCTVC, há tradições que o aproximam ainda de São José e de Moisés.
Aproximar não é igualar: o sincretismo, diz a TUCTVC, “não significa que as duas figuras sejam exatamente a mesma divindade”. A história do santo do leão está em São Jerônimo e Xangô; o junho inteiro, em santos juninos e orixás; o ano, no calendário dos orixás.
Pontos e cantigas de Xangô
Na umbanda, Xangô se canta em ponto. O Livro de Pontos Cantados da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, casa fundada por Zélio de Moraes, traz 32 pontos de Xangô, sem compositor. O primeiro abre com “Pedra rolou Xangô / Lá na pedreira”. A pedreira volta em vários, como no que pede “Rolai essa pedreira sobre mim” se a fé faltar. Uma cantiga com a mesma ideia abre a reportagem de Belém.
O que se canta, quando e quais pontos têm dono está em ponto de Xangô; a regra geral, em pontos cantados na umbanda.
No candomblé, Verger conta que os ritmos de Xangô são “tonibobé e alujá”. O site tem três cantigas ketu do orixá, com letra e tradução: Oba Sá Rewa, Oba Ní Sà Rè e Ikitê Re O Lokê Odô. Na festa, contam Prandi e Vallado, o fiel pede passagem para o rei: “Deixai passar, deixar passar Sua Majestade”, “Kaô, kaô Kabiessi”. Verger registra outra forma, “Kawó-kabiyèsíle”, e traduz: “Venham ver o Rei descer sobre a Terra”. Como saudar cada orixá está em saudação dos orixás.
Ervas de Xangô
As listas divergem, e a divergência é a resposta. Em dois terreiros de candomblé do sul da Bahia, Bianca Purcino (dissertação, UFSB) registrou o acocô, o baobá e o orobô como consagrados a Xangô. O acocô é a árvore do itã de Iansã.
Na umbanda, o Terreiro Pai Maneco, de Curitiba, lista “Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô”. Num terreiro de Teixeira de Freitas (BA), o quebra-pedra é só de Xangô, pelo nome que lembra a pedreira (Research, Society and Development). No batuque daquela casa gaúcha, as ervas são “Arruda, inhame e gervão”.
A comparação por tradição está em ervas de Xangô. Duas plantas do acervo têm artigo próprio: o louro, erva de Oxalá e Xangô, e a canela, erva de Oxum e Xangô.
Perguntas frequentes
Quem foi Xangô na história?
Não há registro histórico. Prandi e Vallado escrevem que “não existem registros históricos da vida de Xangô na Terra” e que o que se sabe vem dos mitos. Neles, Xangô foi rei de Oió, filho de Oraniã, e virou orixá depois de perder o trono. Verger o lê em dois planos: o histórico e o divino.
O que significa Obá Kossô?
Prandi e Vallado dizem que a expressão é dúbia. Pode ser “Rei da cidade de Cossô”, a cidade que Xangô governou antes de Oió. Ou pode ser “O rei não se enforcou”, o grito dos partidários quando o corpo não foi achado. Essa leitura vale como “Viva o Rei”, e é assim que o nome dele é glorificado nos terreiros.
Quem é a esposa de Xangô?
Verger dá três esposas: Oiá (Iansã), Oxum e Obá. Nos mitos citados aqui, Iansã traz a poção do fogo e, na qualidade Obacossô, pede a Olodumare que Xangô vire orixá. Uma casa de batuque gaúcha também dá as três como esposas.
Qual é o dia de Xangô?
Na semana, a quarta-feira, segundo Verger, Prandi e as federações de umbanda; numa casa de batuque gaúcha, a terça. No ano, depende do lugar: 24 de junho (São João) em Belém, 29 de junho (Xangô Airá) na Casa Branca de Salvador e 30 de setembro (São Jerônimo) em casas de umbanda de São Paulo.
Qual santo é Xangô no sincretismo?
Verger dá São Jerônimo para o Brasil, e Leal de Souza também, na umbanda de 1933. A tabela de Prandi acrescenta São João, e a FUCESP cita ainda São Pedro. Em Cuba, o santo foi Santa Bárbara. Sincretismo é aproximação histórica, não igualdade entre orixá e santo.
Referências
- Reginaldo Prandi e Armando Vallado, “Xangô, rei de Oió”, em Dos yorùbá ao candomblé kétu, Edusp, 2010: PDF no site do autor
- Reginaldo Prandi, “Deuses africanos no Brasil contemporâneo”, Horizontes Antropológicos (UFRGS), 1995: SciELO
- Reginaldo Prandi, Mitologia dos orixás, Companhia das Letras, 2001: ficha no Google Livros
- Pierre Verger, Orixás: deuses iorubás na África e no Novo Mundo, Corrupio, 1981: ficha no Google Livros
- Andreas Hofbauer, resenha de Mitologia dos orixás, Revista de Antropologia (USP), 2001: SciELO
- Rita Laura Segato, “Inventando a natureza”, Anuário Antropológico, 1986: PDF
- Lisa Earl Castillo e Luis Nicolau Parés, “José Pedro Autran e o retorno de Xangô”, Religião & Sociedade, 2015: SciELO
- Viviane Alves Caldas e Leonardo Jovelino Almeida de Lima, Revista Philologus, 2022: PDF
- Vagner José Rocha Santos, “O acará de Iansã na festa de Santa Bárbara”, Revista Ingesta (USP), 2019: PDF
- Roberto Motta, “Xangô, Jurema e Umbanda”, Revista del CESLA, 2020: PDF
- Pedro Antonio Pires Nogueira, dissertação, UFJF, 2014: PDF
- Sônia Regina Corrêa Lages, Exu: luz e sombras, UFJF, 2003: PDF
- Leal de Souza, O espiritismo, a magia e as sete linhas de Umbanda, 1933: PDF
- Felipe Andrade Rosa e Waldmir Nascimento de Araújo Neto, Xangô: fogo, matéria e transformação, 2025: e-book no eduCAPES
- Bianca Cristina de Lima Conceição Purcino, dissertação, UFSB, 2022: PDF
- Joyce Almeida dos Santos e Jorge Luiz Fortuna, Research, Society and Development, 2023: PDF
- Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade: Livro de Pontos Cantados
- FUCESP: página de Xangô
- TUCTVC: página de Xangô
- Santuário Nacional da Umbanda: Xangô
- Núcleo Umbandista São Sebastião: Linha de Xangô
- Terreiro de Umbanda Pai Maneco: Xangô
- Ilé Àsé Odé e Iemanjá: Orixás
- Inzo Tumbansi: Bankisi cultuados
- Geledés: Casa Branca do Engenho Velho
- O Liberal: Dia de São João Batista e Xangô nos terreiros
- CNN Brasil: São João Batista e Xangô
- Câmara Municipal do Recife: proposição 6630/2022
- Prefeitura de Capão do Leão: III Festa de Xangô