Joia Mística Laroyê
Orixás 7 min de leitura

Mês de Obaluaê: por que agosto é o tempo do orixá da cura

O mês de Obaluaê é agosto, com o dia 16 no auge e o sincretismo com São Roque. Veja por que o período é do orixá da cura e como homenagear Omolu em casa.

#mês de obaluaê #agosto obaluaê #obaluaê #omolu #16 de agosto #atotô
Pipoca branca espalhada sobre esteira de palha ao lado de contas pretas e brancas e uma vela, luz suave e terrosa.

Resumo

Agosto é o mês universalmente consagrado a Pai Obaluaê e Omolu em todo o território nacional, tempo de prestar reverência ao Orixá da Terra, da Medicina Sagrada e da Morte Mística.

Neste mês, o calor seco do inverno aproxima os devotos da necessidade de purificação física e espiritual, realizando-se grandes banhos de pipoca (doburu), lavagens de folhas sagradas amargas e cerimônias de Olubajé.

É um tempo de recolhimento, vestimentas discretas e sobriedade, no qual se agradece pela preservação da vida e da saúde e se pede o afastamento de pestes, depressões e dores incuráveis.

Tem alguma dúvida?

Fale com a Joice Mística, nossa guia espiritual, ou pergunte a outra IA.

Perguntar à Joice Mística Tire dúvidas sobre orixás, banhos e rituais

Ou pergunte a outra IA

7 min de leitura

O mês de Obaluaê é agosto, o tempo em que os terreiros se voltam para o orixá da cura e da terra. Enquanto o senso comum trata agosto como mês de azar, o povo de santo enxerga o contrário. É um período de saúde, cuidado e renovação, regido por um dos senhores mais reverenciados do panteão. A saudação que abre o mês é uma só, dita em voz baixa e com respeito: “Atotô!”.

Este guia explica por que agosto é o mês de Obaluaê e o peso do dia 16, no sincretismo com São Roque. Também mostra o que é o Olubajé e como homenagear Omolu em casa ao longo do mês.


Por que agosto é o mês de Obaluaê

Agosto é dedicado a Obaluaê, também chamado Omolu, porque é neste mês que cai o dia mais forte do orixá na tradição afro-brasileira. Ele é o senhor da terra, da saúde e das doenças, aquele que conhece a enfermidade por dentro e por isso guarda o caminho da cura. Num mês de fama pesada, ter o orixá da saúde à frente é um convite ao zelo, não ao medo.

Orixá: Obaluaê (Omolu) | Mês: agosto | Dia forte: 16 de agosto | Dia na semana: segunda-feira | Cores: preto, branco e vermelho | Comida: doburu (pipoca) | Saudação: Atotô! | Sincretismo: São Roque

Vale um lembrete importante. Agosto também é lembrado como mês de Exu na umbanda, o guardião dos caminhos. Se você quer entender esse outro lado do período, com os banhos e o resguardo, veja o guia sobre o mês de agosto na umbanda. Aqui, o foco é só Obaluaê, o dono da cura.


16 de agosto: o dia mais forte de Obaluaê

O coração do mês é o dia 16 de agosto. É quando a Igreja celebra São Roque, o santo que curava doentes e protegia contra a peste, e é com ele que Obaluaê se encontra no sincretismo popular. Os dois cuidam da mesma dor: a doença do corpo e a busca por saúde.

Esse encontro não é acaso. São Roque é o santo dos enfermos, e Obaluaê é o orixá das chagas e da cura. A memória do santo virou, no Brasil, também a festa do orixá. Para entender essa ponte com calma, e a diferença entre São Roque e São Lázaro, leia o guia sobre São Lázaro e Obaluaê.

Atotô é a saudação que pede silêncio diante do rei da terra. No dia 16, esse silêncio é ainda mais fundo: é a hora de agradecer a saúde que se tem e pedir pela que falta.

Não é preciso ser do candomblé para respeitar a data. Muita gente acende uma vela, faz uma prece e cuida da própria saúde nesse dia, no gesto simples de quem honra o orixá da cura.


O Olubajé, o grande banquete de agosto

Nos terreiros de candomblé, o mês de Obaluaê tem seu ponto alto no Olubajé, o banquete de cura do orixá. É uma festa que acontece uma vez por ano, quase sempre em agosto, em torno do dia 16. Nela, a comunidade come da mesma comida para afastar a doença e repartir o axé.

O Olubajé é ao mesmo tempo uma festa pública e um grande ebó coletivo, uma oferenda de saúde para todos os presentes. A comida símbolo é o deburu, a pipoca de Omolu, servida com fartura. Entenda o rito por inteiro no guia sobre o Olubajé, o banquete de cura de Omolu.

Mesmo quem não frequenta um terreiro pode viver o espírito do mês. A ideia central é a partilha e o cuidado: comer com gratidão, pensar na saúde de quem se ama e repartir o que se tem. Esse é o axé que Obaluaê ensina em agosto.


Como homenagear Obaluaê no mês de agosto

Você não precisa de um grande ritual para honrar o orixá da cura. Ao longo do mês, alguns gestos simples e feitos com fé aproximam você de Obaluaê. Lembre que tudo aqui é devoção, nunca barganha por resultado.

  • Ofereça a pipoca (doburu): a comida mais tradicional do orixá, feita sem sal e sem açúcar. Veja o passo a passo no guia sobre a pipoca de Obaluaê.
  • Use a losna: a losna, erva de Omulu, entra em banhos e defumações de limpeza ligados ao orixá.
  • Acenda uma vela: branca, ou nas cores dele (preto, branco e vermelho), na segunda-feira, o dia de Obaluaê na semana.
  • Cuide da terra e da saúde: pise a terra, cuide de uma planta, faça um exame parado há tempo. É a homenagem que mais agrada o senhor da saúde.

Firme sua devoção com uma prece simples, com suas próprias palavras, pedindo saúde para você e para quem ama. Para conhecer o orixá em profundidade, com seus itans e suas duas faces, leia o guia sobre quem é Obaluaê (Omulu). E lembre sempre: a cura espiritual caminha ao lado da medicina, nunca no lugar dela.


Perguntas frequentes

Qual é o mês de Obaluaê?

O mês de Obaluaê é agosto, quando os terreiros se voltam para o orixá da cura e da terra. O dia mais forte é 16 de agosto, no sincretismo com São Roque, e é também o período do Olubajé, o grande banquete de cura de Omolu no candomblé.

Por que 16 de agosto é o dia de Obaluaê?

Porque é o dia de São Roque, o santo católico que curava doentes e protegia contra a peste. No sincretismo afro-brasileiro, São Roque se encontra com Obaluaê, o orixá das doenças e da cura. Os dois cuidam da mesma dor, e por isso a data ficou marcada para o orixá.

Qual a diferença entre o mês de Obaluaê e o mês de Exu?

Agosto é associado aos dois. Na umbanda, Exu é o guardião dos caminhos que abre o mês, e Obaluaê é o orixá da cura que rege o período. Este guia foca em Obaluaê; para o lado de Exu, do resguardo e dos banhos, veja o guia sobre o mês de agosto na umbanda.

O que fazer no mês de Obaluaê?

Ofereça a pipoca (doburu), acenda uma vela na segunda-feira, use a losna em banhos de limpeza e cuide da saúde do corpo. Acima de tudo, faça uma prece de gratidão e peça saúde. Tudo é devoção ao orixá, feito com respeito e sem promessa de resultado.

Agosto é um mês ruim de verdade?

Não. A fama de mês de azar é uma superstição popular antiga, sem ligação com as religiões afro-brasileiras. Na tradição, agosto é o mês de Obaluaê, o orixá da saúde, e por isso um tempo de cuidado e renovação. O que muda o mês é o zelo com a própria vida.


Onde comprar itens para homenagear Obaluaê

Na Joia Mística Laroyê, você encontra tudo para viver o mês de Obaluaê com devoção e axé:

  • Milho de pipoca e alguidares de barro: para o doburu, a comida do orixá
  • Losna e ervas de limpeza: para os banhos e defumações de Omulu
  • Velas brancas, pretas e vermelhas: nas cores de Obaluaê, para firmar na segunda-feira
  • Imagens de Obaluaê e de São Roque: para o seu altar de devoção
  • Guias e artigos de proteção: para atravessar agosto com fé

Visite nossa loja física em Extrema-MG e enviamos para todo o Brasil. Fale com a gente pelo WhatsApp e a Joice orienta você sobre a devoção certa para o mês.

Atotô, Obaluaê!


Referências

Compartilhe este artigo

Ajude mais pessoas a encontrar este conteúdo.

Interior da loja Joia Mística Laroyê, em Extrema-MG

Extrema · MG · Sul de Minas

Venha conhecer a Joia Mística Laroyê

Velas, ervas, imagens, guias e tudo para a sua fé, com o atendimento de quem entende. Tire suas dúvidas pelo WhatsApp ou faça uma visita.

R. Benedito Zingari, 460, Bela Vista, Extrema-MG
Seg a Sex, 9h às 18h · Sáb, 9h às 13h

Leia também