---
title: "Malandros na umbanda: quem são, nomes e como trabalham"
description: "Malandros na umbanda: a linha além de Zé Pelintra, com Maria Navalha e outros nomes, cores, roupa, bebida, saudação e a relação com Exu e com os baianos."
url: https://joiamisticalaroye.com.br/blog/malandros-na-umbanda/
canonical: https://joiamisticalaroye.com.br/blog/malandros-na-umbanda/
published: 2026-09-14
category: "Umbanda"
tags: ["malandros na umbanda", "linha dos malandros", "zé pelintra", "maria navalha", "umbanda", "entidades"]
image: https://joiamisticalaroye.com.br/blog/malandros-na-umbanda.webp
author: "Joice Mística"
site: "Joia Mística Laroyê"
language: pt-BR
---

# Malandros na umbanda: quem são, nomes e como trabalham

> Malandros na umbanda: a linha além de Zé Pelintra, com Maria Navalha e outros nomes, cores, roupa, bebida, saudação e a relação com Exu e com os baianos.

![Balcão de madeira de um botequim antigo à noite com três chapéus panamá, gravata e lenço vermelhos, vela vermelha e branca acesa, copo de cerveja e baralho aberto em leque.](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/malandros-na-umbanda.webp)

## Resumo

Os malandros na umbanda formam uma linha de entidades que traz a figura do malandro urbano do começo do século XX. A umbanda passou a cultuá-los entre as décadas de 1930 e 1960, e Zé Pelintra é o nome mais conhecido da falange, que também tem malandras como Maria Navalha e Maria do Cais.

Cada casa recebe a linha de um jeito. Há terreiro que cultua os malandros junto com os exus, terreiro que dá a eles gira própria e terreiro sem linha nenhuma, onde só Zé Pelintra vem. No catimbó nordestino, Seu Zé é mestre juremeiro, e a própria tradição não sabe dizer se é o mesmo Zé.

As cores mais registradas são o branco e o vermelho, e a bebida com mais fontes é a cerveja. A saudação é Salve a malandragem, e no Rio o dia de Zé Pelintra é 7 de julho, por lei municipal. A pesquisa lê a malandragem como sobrevivência de quem vivia à margem, num tempo em que vadiagem era crime.

Os **malandros na umbanda** formam uma linha inteira de entidades, e Zé Pelintra é só o nome mais conhecido dela. A figura veio do malandro das ruas do começo do século XX, que a umbanda passou a cultuar entre as décadas de 1930 e 1960.

Este guia mostra de onde vem o malandro e onde a linha fica em cada casa. Também traz os nomes que as fontes registram, a roupa, as cores, a bebida e a saudação.

---

## Quem são os malandros na umbanda

O malandro foi primeiro um tipo social das primeiras décadas do século XX, e depois virou entidade pela prática da umbanda e do catimbó. O pesquisador Pedro Guimarães Pimentel publicou o estudo [na revista Mneme, da UFRN](https://periodicos.ufrn.br/mneme/article/view/1024). Ele mostra que o malandro vivia entre a vadiagem e a profissão, como a dos sambistas. E a vadiagem era crime pelas leis da época.

A navalha e a capoeira fazem parte desse retrato histórico. Nos anos 1920 e 1930, eram formas de sobrevivência de quem vivia à margem, e o malandro foi um dos maiores representantes desse grupo.

Para Mario Teixeira de Sá Júnior, trazer baianos e malandros para o panteão foi um jeito de a umbanda sacralizar o humano marginalizado. E ajudou a aliviar o estigma que caía sobre os exus.

> A malandragem que o povo brasileiro herdou do negro foi "condição indispensável para sobreviver às hostilidades da discriminação e do racismo".
>
> Pai Rodney, na [CartaCapital](https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/sarava-seu-ze/)

O pesquisador Rodrigo de Sousa da Silva, em [artigo da UFAC](https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR/article/view/3260), vai na mesma direção: na umbanda, a malandragem de Zé Pelintra fala da proximidade da entidade com o homem.

---

## O malandro da Lapa e o mestre da Jurema

Duas leituras convivem. Nas umbandas do Rio, o malandro é o homem da Lapa, do morro, do bar e do cabaré, e esses são os espaços que aparecem nos pontos cantados.

No catimbó nordestino, Seu Zé é **mestre juremeiro**. Ali a imagem é outra: pés no chão, camisa e calça brancas, chapéu de palha e lenço vermelho no pescoço. A Jurema é tradição própria do Nordeste, com seus Mestres e Mestras, e o site tem uma página sobre ela em [Jurema sagrada](https://joiamisticalaroye.com.br/jurema/).

Se o Zé do catimbó e o da malandragem carioca são o mesmo, a própria tradição não sabe dizer. O perfil completo dele está em [Zé Pelintra](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/ze-pelintra/).

---

## Onde a linha fica em cada casa

A linha dos malandros não tem lugar único. A pesquisa de campo registra arranjos diferentes, cada um numa casa:

| Como a casa organiza | O que foi registrado |
|---|---|
| Junto com os exus | Os malandros são cultuados na falange de exu, como subtipo com especificidades |
| Gira própria | O malandro ganhou gira específica, separada dos exus, com outros "Zés" |
| Sem linha | Zé Pelintra é o único malandro e comanda o trabalho das pombagiras |
| Perto dos baianos | Zé tem acesso fácil à gira de baiano e às vezes se manifesta como baiano |
| Na porta | Pela relação com Exu, protege porteiras, cancelas e tronqueiras |

Por isso a pergunta "malandro é Exu?" não tem resposta de uma palavra. A enciclopédia registra que Zé Pelintra incorpora em gira de exu sem ser dessa linha. A apostila da Sociedade Espiritualista Mata Virgem diz que os malandros não são exus, mas trabalham dentro da linha deles. E numa das casas estudadas, eles são tratados como subtipo de exu. Quem define é a sua casa. Para entender Exu, veja [quem é Exu](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/quem-e-exu/).

A vizinhança com os baianos também é real. Numa observação de quatro anos em terreiros de Curitiba, Zé Pelintra circulou entre a esquerda e a direita e às vezes veio como baiano. A linha dos baianos está em [baianos na umbanda](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/baianos-na-umbanda/).

---

## Nomes de malandros e malandras

Entre os malandros, os nomes que aparecem em mais de uma fonte são Zé Pelintra, Malandrinho, Zé do Coco, Zé Pretinho, Camisa Preta e Camisa Listrada. Cada casa conhece outros, e costumam ser nomes populares e duplos.

A linha também tem **malandras**. O nome mais comum começa com Maria e ganha um segundo nome, como **Maria Navalha**. Elas costumam vestir vermelho e usar flores no cabelo e na roupa.

No santuário de Zé Pelintra na Lapa, o pesquisador Carlos Eduardo Santos Maia registrou imagens de Maria Navalha e de **Maria do Cais**. Segundo o informante, Maria Navalha está mais ligada à Lapa e Maria do Cais tem influência nordestina. O filósofo Rafael Haddock-Lobo chama Maria Navalha de "pombagira malandra carioca". Para a linha feminina da esquerda, veja [quem é Pombagira](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/quem-e-pombagira/).

---

## Roupa, cores, bebida e saudação

A roupa mais conhecida é a do malandro carioca: terno branco, camisa de seda, sapato bicolor, chapéu panamá e gravata vermelha. Outra imagem comum é a camisa listrada sobre calça branca.

**Cores:** branco e vermelho | **Objetos:** chapéu, gravata vermelha, bengala, baralho, lenço vermelho | **Saudação:** "Salve a malandragem!"

A bebida com mais registros é a **cerveja**. No terreiro que Silva analisou, Zé Pelintra bebe cerveja e fuma cigarro. Nos bares do Rio, a imagem dele fica em altar improvisado, com vela ou lâmpada vermelha e, quase sempre, um copo de cerveja. A Mata Virgem registra casas que servem também cachaça, batida ou conhaque. A bebida e o fumo são oferenda definida pela entidade e pela casa, e ficam no rito.

No Rio de Janeiro, a Lei municipal 7.549/2022 criou o Dia do Zé Pelintra, em **7 de julho**. A [notícia da Câmara do Rio](https://www.camara.rio/comunicacao/noticias/1257-agora-e-lei-o-dia-do-ze-pelintra-sera-comemorado-em-7-de-julho-na-cidade-do-rio) registra que a data serve a quem sofre intolerância religiosa, racismo e xenofobia. Algumas casas usam 28 de outubro.

---

## Onde se oferece e o que não se pede

O malandro é da rua. Nos pontos cantados, os espaços dele são o bar, a rua, o morro e o cabaré. No santuário da Lapa, as velas são quase todas brancas, com algumas vermelhas e bicolores, ao lado de cervejas e cigarros.

![Degraus de pedra de uma rua antiga à noite com velas brancas, vermelhas e bicolores acesas, copos de cerveja, flores vermelhas soltas e um chapéu panamá pousado.](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/malandros-na-umbanda-oferenda.webp)

Promessa de ganhar no jogo, destravar dinheiro ou trazer alguém de volta não tem lugar aqui, e nenhuma entidade séria vende isso.

Dentro da própria umbanda há quem rejeite o malandro que chega sambando e negue a ele o lugar de guia espiritual. Maia registra essa crítica como uma das posições em disputa. Cada casa segue o seu fundamento.

---

## Perguntas frequentes

### Malandro é Exu?
Depende da casa. Há terreiro que cultua os malandros junto com os exus, como subtipo, e há casa que dá a eles gira própria. A enciclopédia registra que Zé Pelintra incorpora em gira de exu sem ser dessa linha.

### Malandro é direita ou esquerda?
Transita entre as duas. Numa pesquisa de quatro anos em terreiros de Curitiba, Zé Pelintra passou pela esquerda e pela direita. No catimbó, o mestre juremeiro também pode estar de um lado ou do outro. A posição na gira é decisão da casa.

### O que o malandro gosta de beber?
A cerveja é a bebida com mais registros, tanto em terreiro quanto no santuário da Lapa. Algumas casas servem também cachaça, batida ou conhaque. A oferenda é definida pela entidade e pelo dirigente, e não se improvisa.

### Maria Navalha é pombagira?
Ela é descrita como pombagira malandra carioca, e a classificação junta as duas coisas. Na umbanda, as malandras são a correspondente feminina da linha, e Maria Navalha é o exemplo mais citado.

---

## Onde comprar artigos para a linha dos malandros

Na [Joia Mística Laroyê](https://wa.me/5535991565228) você encontra o que a sua casa usa para a malandragem:

- **Imagens de Zé Pelintra**, de terno branco, gravata vermelha e chapéu panamá
- **Velas bicolores vermelha e branca e velas brancas**, de palito e de sete dias
- **Guias brancas e vermelhas**, nas cores da linha
- **Chapéus panamá, gravatas e lenços vermelhos**

Passe na loja, na Rua Benedito Zingari, 460, Bela Vista, em Extrema-MG, ou chame no [WhatsApp](https://wa.me/5535991565228) com entrega para todo o Brasil.

---

## Referências

- Pedro Guimarães Pimentel: [a sacralização do malandro](https://periodicos.ufrn.br/mneme/article/view/1024), Mneme, UFRN, 2011
- Rodrigo de Sousa da Silva: [Zé Pelintra, a umbanda e o malandro](https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR/article/view/3260), UFAC, 2020
- Janderson Bax Carneiro: [Zé Pelintra e as ressignificações do malandro](https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/21448/21448_3.PDF), dissertação, PUC-Rio, 2012
- Carlos Eduardo Santos Maia: [Salve, Seu Zé! Salve, Malandragem! Salve, Lapa!](https://periodicos.ufal.br/latitude/article/view/13481), Latitude, UFAL, 2022
- Mario Teixeira de Sá Júnior: [Baianos e malandros](https://web.archive.org/web/20110904205425/http://www.unigran.br/revistas/interletras/ed_anteriores/n2/arquivos/baianos_malandros.pdf), Interletras, 2006
- Câmara Municipal do Rio: [Lei do Dia do Zé Pelintra](https://www.camara.rio/comunicacao/noticias/1257-agora-e-lei-o-dia-do-ze-pelintra-sera-comemorado-em-7-de-julho-na-cidade-do-rio), 2022
- Pai Rodney: [Malandro, mestre e protetor](https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/sarava-seu-ze/), CartaCapital, 2018

## Leia também

- [Zé Pelintra: quem é o malandro guia da umbanda](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/ze-pelintra/)
- [Baianos na Umbanda: quem são, cores e como trabalham](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/baianos-na-umbanda/)
- [Guias de Umbanda: quem são e o que representam](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/guias-umbanda-quem-sao/)
- [Descubra a sua entidade: faça o teste](https://joiamisticalaroye.com.br/descubra-sua-entidade/)

---

Fonte: [Joia Mística Laroyê](https://joiamisticalaroye.com.br/blog/malandros-na-umbanda/) · Extrema (MG) · WhatsApp +55-35-99156-5228
Mapa completo do site para IAs: https://joiamisticalaroye.com.br/llms.txt
